Clique aqui para ver as minhas fotos do casamento da Lud e Guga.
(A maioria das fotos da festa foi tirada sem flash, apenas com as luzes dos globos da pista de dança.)
terça-feira, maio 26, 2009
sexta-feira, maio 22, 2009
quarta-feira, maio 13, 2009
Casamento do Guga
09 de maio de 2009
Casamento de meu amado filho Augusto com a querida Ludmila
Casamento de meu amado filho Augusto com a querida Ludmila
11 de maio de 2009
Aniversário da Lourdita
Aniversário de 6 anos de casamento da Nina com o Quincas
Aniversário da Lourdita
Aniversário de 6 anos de casamento da Nina com o Quincas
quarta-feira, março 04, 2009
Se vc ama alguém com fibromialgia
Esta carta foi escrita por Norma I. Agrón (Inspirado em uma carta de Bek Oberin)...
E descreve bem o que sentimos e nem sempre (ou quase) temos coragem de dizer aos nossos familiares e amigos.
Se ama alguém com fibromialgia, saberá que padecemos de dores severas, dia a dia, hora a hora. Isso não podemos prever. Por isso queremos que entenda que as vezes temos de cancelar coisas na última hora, e isso nos desagrada tanto como a você.
Queremos que saiba que nós mesmos temos que aprender a aceitar nosso corpo com suas limitações, e isso não é fácil. Não há cura para a fibromialgia, mas tratamos de aliviar os sintomas diariamente. Não queremos sofrer.
Muitas vezes nos sentimos angustiados e não conseguimos lidar com mais tensões do que as que temos. Se for possível, não acrescente mais tensões ao nosso corpo.
Ainda que nos veja bem, não nos sentimos bem.Aprendemos a viver com uma dor constante a maioria dos dias. Quando você nos vê felizes, isso não quer dizer, necessariamente, que não temos dor, mas, simplesmente, que estamos lidando com ela. Algumas pessoas pensam que não podemos estar tão mal se nos vêem bem. A dor não se vê. Essa é uma enfermidade crônica “invisível”, e tê-la não é fácil para nós.
Entenda, por favor, que porque não podemos trabalhar como antes não é porque somos preguiçosos. Nosso cansaço e nossa dor são imprevisíveis, e devido a isso temos que fazer ajustes em nosso estilo de vida. Algo que parece simples e fácil de fazer não o é para nós, e pode causar-nos muita dor e cansaço. Algo que fizemos ontem talvez não possamos fazer hoje, mas isso não quer dizer que não voltaremos a ser capazes de fazê-lo.
Às vezes nos deprimimos. Quem não se deprimiria com uma dor forte e constante?
Foi constatado que a depressão se apresenta com a mesma freqüência na fibromialgia ou em qualquer outra condição de dor crônica. Não sentimos dor por estar deprimidos, mas nos deprimimos pela dor e pela incapacidade de fazer o que queremos.
Também nos sentimos mal quando não existe o apoio e entendimento dos médicos, dos familiares e amigos. Por favor, compreenda-nos, com seu apoio você ajuda a diminuir a nossa dor.
Ainda que durmamos toda a noite, não descansamos o suficiente. As pessoas com fibromialgia têm um sono de má qualidade, o que piora a dor nos dias em que dormem mal.
Para nós não é fácil permanecer em uma mesma posição (ainda que seja sentados) por muito tempo. Isso nos causa muita dor e leva tempo para nos recuperarmos. Por isso não vamos a algumas atividades que sabemos prejudiciais.
Não estamos ficando loucos se às vezes nos esquecemos de coisas simples, do que estávamos dizendo, do nome de alguém, ou se dizemos uma palavra errada. Esses são problemas cognitivos que fazem parte da fibromialgia, especialmente nos dias em que sentimos muita dor. É algo estranho, tanto para você quanto para nós.
Mas ria junto conosco e ajude-nos a manter nosso senso de humor.
A maioria das pessoas com fibromialgia são melhores conhecedoras desta condição que alguns médicos e outras pessoas, pois fomos obrigados a educar-nos para entender nosso corpo. Assim, por favor, se você quiser sugerir uma “cura” para nós, não o faça. Não é porque não apreciemos a sua ajuda ou não queiramos melhorar, mas porque nos mantemos bastante informados e temos nos tratado.
Nos sentimos muito felizes quando temos um dia com pouca ou nenhuma dor, quando conseguimos dormir bem, quando fazemos algo que há muito tempo não conseguíamos, quando nos entendem.
Apreciamos, verdadeiramente, tudo o que você tem feito e pode fazer por nós, incluindo seu esforço por informar-se e entender-nos.
Pequenas coisas significam muito para mim e necessito que você me ajude. Seja gentil e paciente. Recorde que dentro deste corpo dolorido e cansado continuo estando eu. Estou tratando de aprender a viver dia a dia com minhas novas limitações e a manter a esperança no amanhã. Ajude-me a rir e e a ver as coisas maravilhosas que Deus nos dá.
Obrigado por ter lido isso e me dedicado o seu tempo. Talvez agora possa me compreender melhor. Agradeço verdadeiramente seu interesse e apoio.
E descreve bem o que sentimos e nem sempre (ou quase) temos coragem de dizer aos nossos familiares e amigos.
Se ama alguém com fibromialgia, saberá que padecemos de dores severas, dia a dia, hora a hora. Isso não podemos prever. Por isso queremos que entenda que as vezes temos de cancelar coisas na última hora, e isso nos desagrada tanto como a você.
Queremos que saiba que nós mesmos temos que aprender a aceitar nosso corpo com suas limitações, e isso não é fácil. Não há cura para a fibromialgia, mas tratamos de aliviar os sintomas diariamente. Não queremos sofrer.
Muitas vezes nos sentimos angustiados e não conseguimos lidar com mais tensões do que as que temos. Se for possível, não acrescente mais tensões ao nosso corpo.
Ainda que nos veja bem, não nos sentimos bem.Aprendemos a viver com uma dor constante a maioria dos dias. Quando você nos vê felizes, isso não quer dizer, necessariamente, que não temos dor, mas, simplesmente, que estamos lidando com ela. Algumas pessoas pensam que não podemos estar tão mal se nos vêem bem. A dor não se vê. Essa é uma enfermidade crônica “invisível”, e tê-la não é fácil para nós.
Entenda, por favor, que porque não podemos trabalhar como antes não é porque somos preguiçosos. Nosso cansaço e nossa dor são imprevisíveis, e devido a isso temos que fazer ajustes em nosso estilo de vida. Algo que parece simples e fácil de fazer não o é para nós, e pode causar-nos muita dor e cansaço. Algo que fizemos ontem talvez não possamos fazer hoje, mas isso não quer dizer que não voltaremos a ser capazes de fazê-lo.
Às vezes nos deprimimos. Quem não se deprimiria com uma dor forte e constante?
Foi constatado que a depressão se apresenta com a mesma freqüência na fibromialgia ou em qualquer outra condição de dor crônica. Não sentimos dor por estar deprimidos, mas nos deprimimos pela dor e pela incapacidade de fazer o que queremos.
Também nos sentimos mal quando não existe o apoio e entendimento dos médicos, dos familiares e amigos. Por favor, compreenda-nos, com seu apoio você ajuda a diminuir a nossa dor.
Ainda que durmamos toda a noite, não descansamos o suficiente. As pessoas com fibromialgia têm um sono de má qualidade, o que piora a dor nos dias em que dormem mal.
Para nós não é fácil permanecer em uma mesma posição (ainda que seja sentados) por muito tempo. Isso nos causa muita dor e leva tempo para nos recuperarmos. Por isso não vamos a algumas atividades que sabemos prejudiciais.
Não estamos ficando loucos se às vezes nos esquecemos de coisas simples, do que estávamos dizendo, do nome de alguém, ou se dizemos uma palavra errada. Esses são problemas cognitivos que fazem parte da fibromialgia, especialmente nos dias em que sentimos muita dor. É algo estranho, tanto para você quanto para nós.
Mas ria junto conosco e ajude-nos a manter nosso senso de humor.
A maioria das pessoas com fibromialgia são melhores conhecedoras desta condição que alguns médicos e outras pessoas, pois fomos obrigados a educar-nos para entender nosso corpo. Assim, por favor, se você quiser sugerir uma “cura” para nós, não o faça. Não é porque não apreciemos a sua ajuda ou não queiramos melhorar, mas porque nos mantemos bastante informados e temos nos tratado.
Nos sentimos muito felizes quando temos um dia com pouca ou nenhuma dor, quando conseguimos dormir bem, quando fazemos algo que há muito tempo não conseguíamos, quando nos entendem.
Apreciamos, verdadeiramente, tudo o que você tem feito e pode fazer por nós, incluindo seu esforço por informar-se e entender-nos.
Pequenas coisas significam muito para mim e necessito que você me ajude. Seja gentil e paciente. Recorde que dentro deste corpo dolorido e cansado continuo estando eu. Estou tratando de aprender a viver dia a dia com minhas novas limitações e a manter a esperança no amanhã. Ajude-me a rir e e a ver as coisas maravilhosas que Deus nos dá.
Obrigado por ter lido isso e me dedicado o seu tempo. Talvez agora possa me compreender melhor. Agradeço verdadeiramente seu interesse e apoio.
quinta-feira, janeiro 29, 2009
Murilo Mendes
Copiei do orkut do Rogério:
Poema dialético
1
Todas as formas ainda se encontram em esboço,
Tudo vive em transformação:
Mas o universo marcha
Para a arquitetura perfeita.
Retiremos das árvores profanas
A vasta lira antiga:
Sua secreta música
Pertence ao ouvido e ao coração de todos.
Cada novo poeta que nasce
Acrescenta-lhe uma corda.
2
Uma vida iniciada há mil anos atrás
Pode ter seu complemento e plenitude
Numa outra vida que floresce agora.
Nada poderá se interromper
Sem quebrar a unidade do mundo.
Um germe foi criado no princípio
Para que se desdobre em planos múltiplos.
Nossos suspiros, nossos anseios, nossas dores
São gravados no campo do infinito
Pelo espírito sereníssimo que preside às gerações.
3
A muitos só lhes resta o inferno.
?Que lhes coube na monstruosa partilha da vida
Sente uma angústia sem nobreza, e a peste da alma.
Nunca ouviram a música nascer do farfalhar das árvores,
Nem assistiram à contínua anunciação
E ao contínuo parto das belas formas.
Nunca puderam ver a noite chegar sem elementos de terror,
Caminham conduzindo o castigo e a sombra de seus atos,
Comeram o pó e beberam o próprio suor,
Não se banharam no regato livre.
Entretanto, a transfiguração precede a morte.
Cada um deve assumi-la em carne e espírito
Para que a alegria seja completa e definitiva.
4
É preciso conhecer seu próprio abismo
E polir sempre o candelabro que o esclarece.
Tudo no universo marcha, e marcha para esperar:
Nossa existência é uma vasta expectação
Onde se tocam o princípio e o fim.
A terra terá que ser retalhada entre todos
E restituída em tempo à sua antiga harmonia.
Tudo marcha para a arquitetura perfeita:
A aurora é coletiva.
Murilo Mendes
(1901-1975)
Poema dialético
1
Todas as formas ainda se encontram em esboço,
Tudo vive em transformação:
Mas o universo marcha
Para a arquitetura perfeita.
Retiremos das árvores profanas
A vasta lira antiga:
Sua secreta música
Pertence ao ouvido e ao coração de todos.
Cada novo poeta que nasce
Acrescenta-lhe uma corda.
2
Uma vida iniciada há mil anos atrás
Pode ter seu complemento e plenitude
Numa outra vida que floresce agora.
Nada poderá se interromper
Sem quebrar a unidade do mundo.
Um germe foi criado no princípio
Para que se desdobre em planos múltiplos.
Nossos suspiros, nossos anseios, nossas dores
São gravados no campo do infinito
Pelo espírito sereníssimo que preside às gerações.
3
A muitos só lhes resta o inferno.
?Que lhes coube na monstruosa partilha da vida
Sente uma angústia sem nobreza, e a peste da alma.
Nunca ouviram a música nascer do farfalhar das árvores,
Nem assistiram à contínua anunciação
E ao contínuo parto das belas formas.
Nunca puderam ver a noite chegar sem elementos de terror,
Caminham conduzindo o castigo e a sombra de seus atos,
Comeram o pó e beberam o próprio suor,
Não se banharam no regato livre.
Entretanto, a transfiguração precede a morte.
Cada um deve assumi-la em carne e espírito
Para que a alegria seja completa e definitiva.
4
É preciso conhecer seu próprio abismo
E polir sempre o candelabro que o esclarece.
Tudo no universo marcha, e marcha para esperar:
Nossa existência é uma vasta expectação
Onde se tocam o princípio e o fim.
A terra terá que ser retalhada entre todos
E restituída em tempo à sua antiga harmonia.
Tudo marcha para a arquitetura perfeita:
A aurora é coletiva.
Murilo Mendes
(1901-1975)
quinta-feira, novembro 20, 2008
Como homenagem ao Rogério Martins, hoje, no dia de seu aniversário, copio o que ele postou:
"ANIVERSÁRIO
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
Fernando Pessoa
Os versos acima, escritos com o heterônimo de Álvaro de Campos, foram extraídos do livro "Fernando Pessoa - Obra Poética", Cia. José Aguilar Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 379."
Rogério,
Estou tão emocionada com o poema de Fernando Pessoa q todas as palavras com q pretendia te desejar felicidades se emudeceram. Não q não te deseje tão boas coisas, mas é q a beleza dessa sensação de comer o passado com fome de pão tb me assola.
É, meu amigo, nós vamos ganhando anos e perdendo inocências... ou melhor, perdendo ignorâncias. Vamos adquirindo consciências, é sempre bom esse alargar de nosso pensamento, essa compreensão dos mundos, mas sempre fica um gostinho de nostalgia... É como uma saudade do tempo em q vivemos olhando o mundo pelo buraquinho da caverna - lembra da alegoria da caverna?
Mas, com absoluta certeza, é melhor estar do lado de fora da caverna, estar inundado na luz, e ter a oportunidade de crescimento, se quisermos...
Com muito carinho, mandamos o nosso abraço bem apertado,
Nina e tio Quincas
"ANIVERSÁRIO
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas
lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas o resto na sombra debaixo do alçado —,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
Fernando Pessoa
Os versos acima, escritos com o heterônimo de Álvaro de Campos, foram extraídos do livro "Fernando Pessoa - Obra Poética", Cia. José Aguilar Editora - Rio de Janeiro, 1972, pág. 379."
Rogério,
Estou tão emocionada com o poema de Fernando Pessoa q todas as palavras com q pretendia te desejar felicidades se emudeceram. Não q não te deseje tão boas coisas, mas é q a beleza dessa sensação de comer o passado com fome de pão tb me assola.
É, meu amigo, nós vamos ganhando anos e perdendo inocências... ou melhor, perdendo ignorâncias. Vamos adquirindo consciências, é sempre bom esse alargar de nosso pensamento, essa compreensão dos mundos, mas sempre fica um gostinho de nostalgia... É como uma saudade do tempo em q vivemos olhando o mundo pelo buraquinho da caverna - lembra da alegoria da caverna?
Mas, com absoluta certeza, é melhor estar do lado de fora da caverna, estar inundado na luz, e ter a oportunidade de crescimento, se quisermos...
Com muito carinho, mandamos o nosso abraço bem apertado,
Nina e tio Quincas
quinta-feira, novembro 13, 2008
Fernando Pessoa
sexta-feira, outubro 03, 2008
Oração de Josefa Bretas, minha tataravó, no final do séc. XIX
Oração de Josefa Bretas, minha tataravó
(vovó Isefa, como dizia vovó Cherubina),
no final do séc. XIX, em Itabira do Campo (atualmente Itabirito), Ouro Preto/MG
Ouvi e anotei esta oração da Judith,
viúva do Milton, filho de tia Catarina, irmã de minha bisavó Luiza Bretas.
(vovó Isefa, como dizia vovó Cherubina),
no final do séc. XIX, em Itabira do Campo (atualmente Itabirito), Ouro Preto/MG
Ouvi e anotei esta oração da Judith,
viúva do Milton, filho de tia Catarina, irmã de minha bisavó Luiza Bretas.
Oração ao Anjo da Guarda
Anjo da minha guarda
semelhança do Senhor
por vós foi guardado
o amparo verdadeiro.
Rogo ao Anjo bendito
pela graça do poder
que do laço do inimigo
Vós havei de defender.
Bendito seja o dia (ou noite)
com a esperança da noite (do dia).
Guardada seja eu
como toda a minhas família
assim como foi o Filho de Deus
no ventre da Virgem Maria.
Amém.
Anjo da minha guarda
semelhança do Senhor
por vós foi guardado
o amparo verdadeiro.
Rogo ao Anjo bendito
pela graça do poder
que do laço do inimigo
Vós havei de defender.
Bendito seja o dia (ou noite)
com a esperança da noite (do dia).
Guardada seja eu
como toda a minhas família
assim como foi o Filho de Deus
no ventre da Virgem Maria.
Amém.
terça-feira, setembro 30, 2008
90 anos do Jair
Olhem aí uma mostra do aniversário do meu cunhado Jair!Parabéns pelos 90 anos bem vividos, com uma linda família e muito amor!
Tem também filminho da hora dos parabéns - está no You Tube,
no Canal da Nina.
Vou postar todas as demais fotos no flog: www.fotolog.terra.com.br/niver_jair (niver underline jair).

segunda-feira, setembro 22, 2008
Com amor, pra ti
BLASFÊMIA
Cala-te... Escuta... Não me digas nada...
Cai a noite nos longes donde vim...
Toda eu sou alma e amor! Sou um jardim!
Um pátio alucinante de Granada!
Dos meus cílios, a sombra enluarada,
Quando os teus olhos descem sobre mim,
Traça trêmulas hastes de jasmim
Na palidez da face extasiada!
Sou no teu rosto a luz que o alumia...
Sou a expressão das tuas mãos de raça...
E os beijos que me dás já foram meus...
Em ti sou glória, altura e poesia!
E vejo-me (Oh, milagre cheio de graça!)
Dentro de ti, em ti, igual a Deus!...
(Florbela Espanca)
Cala-te... Escuta... Não me digas nada...
Cai a noite nos longes donde vim...
Toda eu sou alma e amor! Sou um jardim!
Um pátio alucinante de Granada!
Dos meus cílios, a sombra enluarada,
Quando os teus olhos descem sobre mim,
Traça trêmulas hastes de jasmim
Na palidez da face extasiada!
Sou no teu rosto a luz que o alumia...
Sou a expressão das tuas mãos de raça...
E os beijos que me dás já foram meus...
Em ti sou glória, altura e poesia!
E vejo-me (Oh, milagre cheio de graça!)
Dentro de ti, em ti, igual a Deus!...
(Florbela Espanca)
domingo, setembro 21, 2008
Comentário sobre José Martí
Vou postar um comentário de minha amiga virtual, a Prof. Maria Leite:
"O ideário de Martí provoca aguçadas reflexões sobre a formação dos valores no mundo. Pese a seus manipuladores, pese aos que ainda não o entendam, Martí é o anseio permanente do mais alto destino imaginado para os homens. Porque se é apóstolo, o é de algo que vai muito além da independência cubana. É apóstolo de um destino que ainda se espera para toda a América Latina!"
"O ideário de Martí provoca aguçadas reflexões sobre a formação dos valores no mundo. Pese a seus manipuladores, pese aos que ainda não o entendam, Martí é o anseio permanente do mais alto destino imaginado para os homens. Porque se é apóstolo, o é de algo que vai muito além da independência cubana. É apóstolo de um destino que ainda se espera para toda a América Latina!"
sexta-feira, setembro 19, 2008
Release de hoje
Jornal "O Tempo" de BH/MG, 20/09/08 - pág. 21 - Seção "Interessa"
"Biologia. Opção de eleitor estaria ligada à sensibilidade ao medo e às ameaças
Escolha política pode ter origem biológica
Estudo explicaria porque as pessoas não mudam sua opinião política
"Biologia. Opção de eleitor estaria ligada à sensibilidade ao medo e às ameaças
Escolha política pode ter origem biológica
Estudo explicaria porque as pessoas não mudam sua opinião política
WASHINGTON, EUA. Um estudo realizado nos Estados Unidos sugere que a opção política de cada indivíduo pode estar relacionada com a sensibilidade ao medo. Publicada na revista 'Science', a pesquisa afirma que pessoas com atitudes sociais radicalmente diferentes também diferem na sua reação fisiológica ao medo.
Segundo os resultados, as pessoas mais sensíveis ao medo e a ameaças tendem a ter opiniões políticas geralmente associadas às idéias dos partidos conservadores - como o apoio à pena de morte, aos gastos em defesa nacional, à Guerra no Iraque e a oposição ao aborto.
Em contrapartida, as menos afetadas pelo medo e que demonstram respostas fisiológicas mais contidas são mais propensas a apoiar políticas mais liberais de imigração, pacifismo, controle de armas e ajuda internacional - fatores normalmente relacionados com a opção de esquerda.
Para chegar aos resultados, os pesquisadores da Universidade de Nebraska-Lincoln analisaram as respostas de 46 voluntários com fortes opiniões políticas sobre diversos assuntos - da Guerra do Iraque às políticas de imigração.
Depois dessa análise, feita a partir de questionários, os pesquisadores mediram a resposta fisiológica dos participantes quando expostos a uma série de sons e imagens.
'Os pesquisadores descobriram que essas reações se correlacionavam de maneira significativa conforme a posição social mais conservadora ou liberal de cada participante', diz o texto da 'Science'."
Segundo os resultados, as pessoas mais sensíveis ao medo e a ameaças tendem a ter opiniões políticas geralmente associadas às idéias dos partidos conservadores - como o apoio à pena de morte, aos gastos em defesa nacional, à Guerra no Iraque e a oposição ao aborto.
Em contrapartida, as menos afetadas pelo medo e que demonstram respostas fisiológicas mais contidas são mais propensas a apoiar políticas mais liberais de imigração, pacifismo, controle de armas e ajuda internacional - fatores normalmente relacionados com a opção de esquerda.
Para chegar aos resultados, os pesquisadores da Universidade de Nebraska-Lincoln analisaram as respostas de 46 voluntários com fortes opiniões políticas sobre diversos assuntos - da Guerra do Iraque às políticas de imigração.
Depois dessa análise, feita a partir de questionários, os pesquisadores mediram a resposta fisiológica dos participantes quando expostos a uma série de sons e imagens.
'Os pesquisadores descobriram que essas reações se correlacionavam de maneira significativa conforme a posição social mais conservadora ou liberal de cada participante', diz o texto da 'Science'."
Reich tinha mesmo razão!
Uma mensagem de José Martí
"El pueblo más feliz es el que tenga mejor educados a sus hijos, en la instrucción del pensamiento, y en la dirección de los sentimientos. Un pueblo instruido ama el trabajo y sabe sacar provecho de él. Un pueblo virtuoso vivirá más feliz y más rico que otro lleno de vicios, y se defenderá mejor de todo ataque. Un pueblo de hombres educados será siempre un pueblo de hombres libres". (José Martí)
segunda-feira, setembro 08, 2008
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